Quantos ultrassons são necessários na gravidez?
Ao descobrir a gravidez, é comum imaginar que haverá um calendário fixo de ultrassons ao longo dos próximos nove meses.
Mas uma das dúvidas mais frequentes durante o pré-natal é justamente: quantos ultrassons serão necessários até o nascimento do bebê?
A resposta não é igual para todas as gestantes.
Existem períodos importantes para determinadas avaliações, mas a quantidade e a frequência dos exames podem variar conforme a evolução da gravidez, o histórico materno e fetal e a avaliação do obstetra.
Por que o ultrassom é importante durante a gestação?
A ultrassonografia permite acompanhar diferentes aspectos da gravidez sem utilizar radiação ionizante.
Dependendo do momento e do tipo de exame, ela pode ajudar a avaliar a localização e a idade gestacional, o número de fetos, aspectos da anatomia e do desenvolvimento do bebê, crescimento fetal, placenta, líquido amniótico e outros parâmetros importantes.
Mas nem todos esses aspectos precisam ser avaliados da mesma forma ou no mesmo momento.
Por isso, existem diferentes tipos de ultrassonografia ao longo do pré-natal.
O primeiro ultrassom pode acontecer ainda no início da gravidez
No início da gestação, pode ser indicada uma ultrassonografia obstétrica por via transvaginal.
Esse exame permite avaliar aspectos iniciais, como a localização da gestação, sua evolução e a idade gestacional.
Na rotina apresentada no Guia da Gestante da Nastere, essa primeira ecografia é realizada em torno da 7ª semana.
A avaliação precoce também pode ser particularmente importante quando existem dúvidas sobre a idade gestacional ou outras situações que precisam ser esclarecidas no início do acompanhamento.
Ultrassom morfológico do primeiro trimestre
Entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias, preferencialmente por volta da 12ª semana, acontece uma avaliação importante do primeiro trimestre.
O ultrassom morfológico desse período permite observar aspectos do desenvolvimento fetal e realizar marcadores de rastreamento, como a translucência nucal.
Também podem ser avaliados outros parâmetros que contribuem para estimativas de risco de determinadas alterações cromossômicas e complicações da gestação.
É importante entender a palavra rastreamento: resultados encontrados nessa avaliação não confirmam isoladamente uma condição. Quando existe alteração do risco, outros exames podem ser indicados para complementar a investigação.
E entre o primeiro e o segundo morfológico?
Dependendo do acompanhamento adotado e da necessidade clínica, outras ultrassonografias podem ser realizadas.
Na Nastere, por exemplo, uma ecografia é prevista entre 16 e 18 semanas, permitindo acompanhar a evolução da gestação nesse período.
A necessidade e os objetivos de exames adicionais são avaliados durante o pré-natal, considerando como cada gestação está evoluindo.
Ultrassom morfológico do segundo trimestre
Outro momento importante acontece entre 20 e 24 semanas, preferencialmente por volta da 22ª semana.
O ultrassom morfológico do segundo trimestre realiza uma avaliação detalhada da anatomia e do desenvolvimento fetal.
Nesse período, também podem ser avaliados outros parâmetros importantes da gestação, como o comprimento do colo uterino, de acordo com o protocolo utilizado.
Esse exame tem objetivos diferentes do ultrassom realizado no início da gravidez. Por isso, um não simplesmente substitui o outro.
E no terceiro trimestre?
Conforme a gravidez avança, a ultrassonografia pode ser utilizada para acompanhar aspectos como crescimento fetal, posição do bebê, placenta, quantidade de líquido amniótico e fluxo sanguíneo quando existe indicação para avaliação com Doppler.
A necessidade e a frequência desses exames dependem de cada gestação.
Em algumas situações, uma nova avaliação pode ser suficiente. Em outras, principalmente quando existe alguma condição materna ou fetal que exige acompanhamento mais próximo, o obstetra pode indicar ultrassonografias em intervalos menores.
Por isso, não existe uma frequência semanal ou mensal de ultrassons que precise ser seguida por todas as gestantes.
Fazer mais ultrassons significa acompanhar melhor a gravidez?
Não necessariamente.
A qualidade do pré-natal não é determinada simplesmente pela quantidade de ultrassonografias realizadas.
Cada exame precisa ter uma indicação e um objetivo.
Uma gestação de baixo risco que evolui normalmente pode não precisar da mesma frequência de exames de uma gravidez em que existe necessidade de acompanhar crescimento fetal, alterações placentárias, quantidade de líquido amniótico ou outras condições.
O acompanhamento adequado é aquele que utiliza os exames necessários para aquela gestação.
Quando podem ser necessários ultrassons adicionais?
Existem diversas situações em que o obstetra pode indicar avaliações adicionais.
Isso pode acontecer, por exemplo, diante de dúvidas sobre o crescimento fetal, gestação múltipla, determinadas condições maternas, alterações observadas em exames anteriores ou outras situações identificadas durante o pré-natal.
A indicação deve ser individualizada.
Por isso, comparar a quantidade de ultrassons de uma gestação com a de outra pode gerar uma preocupação que nem sempre faz sentido.
Todos os ultrassons têm a mesma finalidade?
Não.
Esse é um ponto importante para compreender o acompanhamento.
Uma ultrassonografia realizada no início da gravidez possui objetivos diferentes de um exame morfológico. Da mesma forma, uma avaliação de crescimento no terceiro trimestre não substitui aquilo que foi analisado no morfológico.
Também existem exames específicos, como a ultrassonografia com Doppler e, quando indicada, a ecocardiografia fetal.
Cada um responde a perguntas diferentes dentro do acompanhamento da gestação.
Na Nastere, os exames acompanham cada fase da gestação
Na Nastere, a ultrassonografia faz parte do acompanhamento da gravidez de acordo com cada etapa e com as necessidades identificadas durante o pré-natal.
Isso significa que existe uma programação de avaliações importantes, mas o acompanhamento não precisa ser exatamente igual para todas as gestantes.
Ao longo dos meses, o obstetra pode avaliar se existe necessidade de acrescentar exames ou modificar a frequência inicialmente planejada.
Mais importante do que contar quantos ultrassons serão realizados é compreender por que cada exame está sendo solicitado e o que será avaliado naquele momento.
Perguntas frequentes
Existe um número ideal de ultrassons durante a gravidez?
Não existe um número único que se aplique a todas as gestantes. A quantidade depende da evolução da gravidez, dos exames indicados em cada fase e das necessidades identificadas durante o pré-natal.
Preciso fazer ultrassom todos os meses?
Não necessariamente. Em gestações de baixo risco, ultrassonografias seriadas simplesmente por rotina não são indicadas. A frequência deve ser definida de acordo com a avaliação obstétrica.
Quando é feito o primeiro ultrassom?
O momento pode variar conforme a situação clínica. Na Nastere, a primeira ecografia obstétrica transvaginal acontece em torno da 7ª semana de gestação.
Quando são feitos os ultrassons morfológicos?
O morfológico do primeiro trimestre é realizado entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias, preferencialmente por volta da 12ª semana. O morfológico do segundo trimestre acontece entre 20 e 24 semanas, preferencialmente por volta da 22ª.
Se meus ultrassons estiverem normais, não preciso mais fazer nenhum exame?
Não necessariamente. Cada ultrassom possui objetivos diferentes, e o obstetra orientará quais avaliações ainda são importantes conforme a gestação avança.
Uma gravidez de alto risco pode precisar de mais ultrassons?
Sim. Algumas condições maternas ou fetais podem exigir acompanhamento ultrassonográfico mais frequente, definido de acordo com cada situação.
A ultrassonografia é uma ferramenta importante para acompanhar a gravidez, mas mais exames não significam automaticamente um pré-natal melhor.
Na Nastere, cada avaliação é pensada dentro do momento da gestação e das necessidades da mãe e do bebê, para que o exame tenha um propósito claro dentro do acompanhamento.